Arquivos de Guerra by Eduardo Capistrano

Márcio Guerra: meio detetive particular, meio justiceiro, 100% canalha. Resolvendo casos pulp ao volante de seu Chevette e com um trezoitão na cintura, em uma época sem celulares, sem computadores e sem “politicamente correto”.

Arquivos de guerra

      Revisite 17 casos do detetive particular Márcio Guerra, ambientados em algum momento dos anos 80. Conheça aos poucos o ex-policial civil, que deixou o distintivo para trás por razões que variam conforme a quem se pergunte.
      Aprecie seu apurado método de investigação: sola, saliva, palmas molhadas, porrada e chumbo, não necessariamente para resolver o caso, se houver grana na jogada, ou se houver dura, dura justiça a ser aplicada.
      Coloque-se no banco do passageiro do Chevette bege de Guerra, e o acompanhe em cada um dos mistérios mais importantes de sua carreira, do momento em que o cliente passa pela porta até seu desfecho - por mais odioso que seja.
      O terceiro livro de Eduardo Capistrano busca inspiração nas histórias policiais das revistas pulp, não só em conteúdo mas também em apresentação, cada um transcorrendo de forma suficiente em si mesma, como se fosse publicada em fascículos de um periódico policial.

Genre: FICTION / Short Stories (single author)

Secondary Genre: FICTION / Mystery & Detective / Hard-Boiled

Language: Portuguese

Keywords: conto, tale, short story, mystery, mistério, detective, detetive, pulp, police, policial

Word Count: 341437

Sample text:

O Caso da Morte do Mutreta

Como muitos de seus casos anteriores, o detetive Guerra poderia resolver aquele facilmente com um flexionar de dedos, um estampido, um corpo caindo ao chão. Não precisaria se preocupar com as explicações, as inevitáveis mentiras, a preocupação com as consequências. O homem diante dele sorria um pacto. As mãos ocupadas. A arma, se existisse, ainda na cintura. A sua própria já em mãos. A corrupção sorridente ergueu-se em direção à impunidade. Era como aquela citação. Bastava que Guerra nada fizesse. Os pensamentos dardejavam em sua cabeça.

Márcio Guerra havia sido da Polícia Civil. Foi afastado, diziam, após ter sido acusado de matar um suspeito indevidamente. Ninguém de fato lamentava a morte do indivíduo, um traficante pego no flagra estuprando uma moça. Mas a morte atraiu a atenção da Corregedoria, na época em uma “caça às bruxas” para eliminar o vigilantismo no órgão. A perseguição foi infrutífera na época e Guerra podia ter continuado, mas preferiu sair, principalmente por temer um tiro pelas costas: que a morte do traficante fosse vingada por colegas policiais comprados pelo crime organizado.

Confirmado ou não — ninguém saberia —, o motivo de sua saída da Polícia concedeu a ele uma reputação que soube usar na sua nova linha de trabalho. “Bicos” de segurança ou mensageiro no submundo acrescentaram vários nomes à sua já numerosa lista de contatos. Com isso, veio a oferecer seus serviços como “Márcio Guerra – Detetive Particular”, mas seria conhecido mesmo como resolvedor de problemas.


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